O caminho para o alto chamado de Deus está repleto de testes e provações. Cada pessoa deve decidir se vive para si mesma ou para Ele. Muitos frequentam a igreja e praticam uma forma de cristianismo que pode, de fato, garantir seu lugar no Céu, mas ainda assim ficam aquém da plenitude do propósito de Deus para suas vidas. Desde o momento da salvação, o Senhor nos propõe um caminho específico. Se caminharmos Nele, não apenas alcançaremos a eternidade com Ele, mas também deixaremos uma marca duradoura nesta Terra.
Há recompensas e consequências em seguir a Sua vontade. No entanto, hoje, nossa cultura enfatiza a felicidade pessoal muito mais do que a perseverança e a superação. Como resultado, muitos perderão a grandeza do plano de Deus ao centralizar suas vidas no conforto, no sucesso e na alegria temporária.
Andar na vontade de Deus é convidar um conflito com o inimigo. Se nossa definição de fé se limita à alegria, à prosperidade e a circunstâncias favoráveis, veremos cada dificuldade como um fracasso. Na realidade, a resistência muitas vezes é uma evidência de que estamos caminhando em obediência. Muitas batalhas surgem não porque estejamos em erro, mas porque estamos exatamente onde Deus nos chamou.
Podemos perguntar: Por que Deus me levaria a um lugar onde o inimigo atacaria? Ele não me guiaria em meio às dificuldades para que a minha vida permanecesse em paz? A resposta é esta: Os ataques do inimigo não são verdadeiramente sobre você — eles são sobre a vontade de Deus. Satanás resiste porque teme o que Deus realizará por meio da sua obediência. Se Deus removesse todas as batalhas da sua vida, Ele também teria que remover você do Seu propósito.
O reino de Deus nunca foi apenas sobre conforto pessoal. Nosso Pai pode nos chamar para suportar dificuldades para que outros possam alcançar a salvação. Infelizmente, grande parte do evangelho moderno coloca seu peso em promessas de prosperidade e bênçãos, negligenciando a verdade de que tempos difíceis estão por vir. A igreja precisa recuperar uma compreensão plena da fé, que abrace tanto as bênçãos de Deus quanto a perseverança para vencer.
Quando eu era jovem na fé, acreditava que as dificuldades eram evidências de uma fé fraca. Sou grato pela mensagem de fé, pois ela me ensinou a permanecer firme, independentemente das circunstâncias, e me garantiu que Deus não retém cura, provisão ou libertação para os Seus filhos. A linguagem da vitória, da prosperidade e força me deu uma base sólida, e muitas vezes declarei que era “abençoado e altamente favorecido pelo Senhor”.
No entanto, eu também entendia mal. Presumi que a verdadeira fé significava ausência de luta. Mais tarde, percebi que muitos outros viviam com o mesmo equívoco. Meu erro foi buscar na fé uma forma de evitar batalhas. Quando as dificuldades chegaram, concluí que havia fracassado. Essa maneira de pensar me enfraqueceu ao invés de me fortalecer. Agora sei que a fé não é um escudo contra todos os conflitos; é a própria arma que Deus nos deu para vencer. O apóstolo João escreveu: 1 João 5:4-5: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”
A fé não elimina a batalha; ela nos capacita a perseverar e a vencer. Há duas dimensões da fé que devemos abraçar: a fé para receber as bênçãos de Deus e a fé para superar os obstáculos da vida. Devemos sustentar ambas com igual força. O plano de Deus para a sua vida não ignora o campo de batalha; ele o conduz diretamente através dele. Concentrar-se apenas na prosperidade é compreender apenas metade do Evangelho.
Tudo o que Deus tem para você exige fé para se concretizar. O inimigo fará tudo o que estiver ao seu alcance para resistir a você, mas a fé o capacita a superar todos os obstáculos. Esse tipo de fé deve ser celebrado tanto quanto a fé para receber bênçãos. Sim, testemunhos de provisão financeira ou cura nos inspiram, mas o mesmo acontece com o testemunho de um crente que levanta as mãos em adoração em meio a uma luta feroz.
Carregar o chamado de Deus é carregar um alvo. O inimigo não se opõe a você por quem você é, mas pela direção que Deus colocou em sua vida. Jesus nos alertou sobre essa realidade no Sermão da Montanha: Mateus 7:12-14: “Portanto, tudo o que vocês querem que os homens façam a vocês, façam também a eles; pois esta é a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.”
A imagem que Jesus está pintando aqui não é de um caminho menos largo. A palavra estreito significa a mesma largura do caminho largo, mas estreitado pelos obstáculos colocados em nosso caminho. Deus não coloca esses obstáculos lá; o diabo os coloca. Em cada momento de resistência, o objetivo do inimigo é tentá-lo a escolher um caminho mais pacífico, mas também, no mesmo momento, Deus lhe deu cada grama de fé para você superar.
Ouvi um pregador dizer que o cristianismo pode ser um navio de cruzeiro ou um navio de guerra. Escolhamos com coragem, pois é impossível andar com Deus sem atrair a atenção do inimigo. À medida que você pratica a oração no Espírito Santo e a vontade de Deus se estabelece em seu futuro, você nunca mais precisará temer ser dominado. A única maneira de fracassar é parar e escolher um caminho menos forte. Seja corajoso, seja um vencedor e não tema, pois um Deus grandioso lhe dá uma aventura para a vida toda.
Seu amigo,
Alan

Sobre o autor
Alan tem paixão por ensinar a igreja a ter proximidade e comunhão com Deus, e a se apaixonar por Jesus.
Os seus ensinos sobre o crescimento do homem espiritual, e o compromisso diário com a prática do evangelho, tem impactado a vida de muitas pessoas, que experimentam um verdadeiro encontro com Deus nos cultos em que o Alan ministra, onde há uma presença amorosa do Espírito Santo em uma atmosfera de paz.
Seu ministério acredita, firmemente, que o poder de Deus, através de cristãos espiritualmente equipados, pode propagar a presença transformadora de Deus, sendo a expressão exata do Seu poder, da Sua graça e do Seu amor.
Alan, em seu ministério, tem levado o evangelho de maneira clara e fiel a diversos locais nos EUA, Brasil e outros países.